Da Folha de S. Paulo: "DEM acusa Jobim de fazer turismo com avião da FAB. Partido de oposição diz que ministro foi à Bahia em Finados com avião oficial. Assessoria de Jobim diz que ele trabalhou na véspera e no dia seguinte ao feriado na Bahia, além de ter encontro com base aliada
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA O DEM acusou o ministro da Defesa, Nelson Jobim, de marcar inspeções de aeroportos na Bahia e aproveitar a viagem, em avião da FAB (Força Aérea Brasileira), para passar o final de semana na praia de Trancoso, próximo a Porto Seguro. O avião foi usado na semana passada, quando o ministro passou o feriado de Finados no balneário de Trancoso, após inspecionar o aeroporto de Ilhéus no dia 1º, véspera do feriado. Em seu blog, o DEM criticou Jobim: "O ministro da Defesa, Nelson Jobim, acha que todo mundo é trouxa e só ele é esperto", diz comentário. Segundo a agenda oficial de Jobim no site do ministério, ele deveria inspecionar o aeroporto de Ilhéus no dia 1º, depois voar para Porto Seguro, que fica próximo a Trancoso. A assessoria de Jobim limitou-se a dizer que ele trabalhou na véspera e no dia seguinte ao feriado na Bahia, além de ter encontrado parlamentares da base aliada. A agenda divulgada pelo ministério não menciona reuniões com congressistas. Segundo o blog, Jobim passou o feriado em companhia de Francisco Gros, ex-presidente do Banco Central no governo Fernando Henrique Cardoso, e sua mulher, Isabel Gros. A assessoria de Jobim mencionou que o deputado Paulo Magalhães (DEM-BA) organizou boa parte da agenda na Bahia. O ministério não explicou por que caberia a um congressista da oposição "organizar" a agenda do ministro." (IURI DANTAS E JOHANNA NUBLAT)
Folha - O candidato tucano à Presidência, José Serra, afirmou na tarde desta sexta-feira que se a petista Dilma Rouseff vencer a disputa o presidente Lula não conseguirá se eleger "nem a deputado" em 2014.
"O modelo Lula se esgotou. Botar lá gente que vai continuar com essa privatização do Estado, com os abusos, o desrespeito à democracia, incompetência, desconhecimento da realidade, governo publicitário é um risco muito grande para o Brasil", disse, durante sabatina do jornal "O Globo", no Rio.
O tucano voltou a comparar Dilma com o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta e o presidente Lula a Paulo Maluf. "É igual ao Maluf. Escolheu alguém perto da inexistência. Só falta dizer para não votar mais nele se ela não fizer um governo bom".
Para o candidato do PSDB, "a única chance do Lula se eleger em 2014 é se eu ganhar".
"Se a Dilma for eleita, o Lula não se elege nem a deputado". Serra disse que eleger um "envelope fechado" é um risco ao país.
Durante o evento, o ex-governador admitiu que a quebra do sigilo de tucanos e seus parentes pode ter sido feita através de um "pé de chulé", mas disse que a quebra foi feita "em função das eleições".
Acusou ainda a "TV Brasil" de "pagar gente que mantém blog sujo", na internet.
Está sendo implantado pelo atual governo, no Brasil, agressivo modelo de Estado patrimonial, que privatiza ainda mais as instituições republicanas em benefício da militância partidária do PT e dos que se acolhem nessa sigla. Esta não seria senão mais uma etapa do nosso arcaico patrimonialismo, não fosse o viés totalitário que assoma por entre as frestas dos acontecimentos ao longo destes oito anos, manifestação que se torna mais translúcida em momentos de pugna eleitoral, como os que estamos vivendo.
Três aspectos na política do atual governo são preocupantes, porquanto conduzem diretamente a uma etapa, totalitária, do processo de hegemonia petista.
Primeiro, a tentativa de Lula de conseguir maioria no Senado, com a finalidade de ver aberta a porta para uma reforma, de tipo chavista, da Constituição.
Segundo, a progressiva tendência policial da militância, que, não contente com ter aparelhado Ministérios, secretarias e autarquias, monta, a partir desses espaços, políticas de caça às bruxas, colocando todos os cidadãos com a corda no pescoço. Após as repetidas quebras de sigilo dos dados de declarações de Imposto de Renda, pela Receita Federal, de cidadãos pertencentes à oposição ou próximos dela, todos os brasileiros viramos candidatos a Francenildos.
Em terceiro lugar, a costumeira desfaçatez do presidente Lula, pronto para dar cobertura aos contumazes "aloprados", neste episódio e nos anteriores, ocorridos ao ensejo das eleições de 2006, bem como no caso do "mensalão", rebatizado pela intelligentsia petista como um reles caso de "caixa 2", que todo mundo pratica.
A imprensa brasileira tem reagido à altura diante desses atentados à democracia. O editorial do Estadão O responsável pela bandidagem (3/9, A3) foi certeiro ao indicar para onde apontam as responsabilidades da quebra de sigilo: "O crime comum e o crime político se complementam. Agora, destampada a devassa nas declarações de Verônica Serra, vem o presidente Lula falar em "bandidagem". Se quiser saber quem é o responsável último por essa degenerescência, basta se olhar no espelho." E o jornal O Globo, na mesma data, não fez por menos, também em editorial (Impunidade incentiva crime na política), destacando a causa do clima de "liberou geral" instalado no País: "É a impunidade existente no PT que incentiva a militância a agir como delinquentes, espiões. O partido estimula o crime quando dá tratamento de herói a mensaleiros (...)."
Como vários comentaristas têm destacado, caracteriza-se a atual onda de utilização criminosa dos mecanismos do Estado em benefício da candidata oficial pelo fato de se alicerçar em modelo de comportamento que, por sua vez, é caracterizado como de "ética totalitária", segundo a qual os fins justificam os meios. A pretensão não é nova na História. Após a formulação do modelo de "messianismo político" por Jean-Jacques Rousseau, estabeleceu-se agressiva doutrina que pode ser resumida rapidamente nos seguintes itens:
1) A finalidade da vida em sociedade consiste em garantir a felicidade dos indivíduos.
2) Somente será possível atingir a felicidade dos indivíduos em sociedade se estes renunciarem à defesa dos seus interesses individuais, a fim de que todos se identifiquem com o interesse ou o bem público.
3) Como os indivíduos se tornaram egoístas por força do individualismo materialista dominante na sociedade, torna-se necessário que uma minoria de puros, identificados com o bem público (definido por eles próprios), os submeta a um banho catártico que os limpe das impurezas do individualismo.
4) A comunidade dos indivíduos despidos dos seus interesses individuais constitui a vontade geral.
5) Nessa comunidade de homens puros vigora a unanimidade, sendo a dissidência considerada como um atentado à felicidade geral, devendo ser rigorosamente eliminada. Como ensinava Rousseau no seu Contrato Social, todos os meios seriam válidos para a elite de puros implantar a unanimidade.
6) Na organização do Estado deve ser levada em consideração a busca do modelo que melhor garanta a unanimidade, mediante a eliminação da oposição. Como consequência dessa proposta, a humanidade viveu, entre 1917 e 1989, o século do totalitarismo, com os milhões de vítimas que causou a implantação da vontade geral por minorias fanáticas, na Rússia, na Ásia e na Europa, ao ensejo das ditaduras nazi-fascista e comunista. A prévia desse filme de horror havia sido apresentada na Revolução Francesa e no ciclo denominado Terror Jacobino, com a maquininha infernal de eliminar dissidentes funcionando a pleno vapor pela França afora.
Neste início de milênio, consolidam-se experiências de populismo que se aproximam, na América Latina e alhures, dessa versão totalitária. Os dois mais importantes rebentos da nova realidade são a revolução bolivariana do presidente Hugo Chávez, na Venezuela, e o agressivo fundamentalismo islâmico praticado no Irã por Mahmoud Ahmadinejad e pelos aiatolás. Totalitarismos e populismos fundamentalistas seriam o reino da paz perpétua, não no sentido liberal que Kant conferiu a essa expressão, mas na acepção literal que o gênio de Königsberg viu inscrita na porta do cemitério da sua cidade, circunstância que o inspirou, aliás, na formulação da pergunta sobre se não haveria outra paz a que os seres humanos pudéssemos aspirar, diferente da dos túmulos.
É curioso observar a tendência do presidente Lula a confraternizar exatamente com esses regimes, louvando Chávez pelo fato de existir democracia "até demais" na Venezuela e defendendo os interesses nucleares do Irã, com sério risco para a paz mundial e arranhando a imagem da nossa diplomacia.
Ricardo Vélez Rodríguez, Coordenador do Centro de Pesquisas Estratégicas da Universidade Federal de Juiz de Fora, em O Estado de S.Paulo
A mulher do candidato José Serra, Monica Serra, que participa de eventos da campanha, aderiu ao Twitter. Apesar de ser novata na rede, está com mais de mil seguidores.
Mônica (@monicaserra45) demonstra sua indignação com a violação do sigilo fiscal de sua filha e dos dados cadastrais de seu genro.
Folha Online - O candidato a presidente José Serra (PSDB) defendeu a demissão imediata do secretário da Receita, Otacílio Cartaxo, e atacou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a candidata Dilma Rousseff (PT), dizendo que ambos deveriam pedir desculpas pelos problemas no Fisco.
"O governo federal deveria demitir imediatamente o secretário da Receita. O ministro da Fazenda deveria ir ao Congresso dar satisfações. A Dilma deveria pedir desculpas porque gente de sua campanha se envolveu nessa ação criminosa. E o presidente Lula deveria pedir desculpas por debochar daqueles cuja privacidade foi invadida de forma criminosa".
A ausência da candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, foi o principal tema do debate promovido na noite desta quarta-feira, 8, pelo Grupo Estado e pela TV Gazeta. Participaram do evento os candidatos José Serra, do PSDB, Marina Silva, do PV, e Plínio de Arruda Sampaio, do PSOL. Primeira nas pesquisas, Dilma alegou incompatibilidade de agenda para não comparecer – ela participou de um comício em Minas Gerais.
Seus adversários não pouparam críticas à candidata líder nas pesquisas. O franco-atirador Plínio de Arruda Sampaio fez um dos comentários mais contundentes contra ela. “Essa moça é um blefe. Ela foi inventada. Ela está defendendo uma política vagabunda. Defende um aumento sem-vergonha para o salário mínimo. Os problemas na educação, na saúde, ela não tem resposta para isso. Ela é uma invenção marqueteira”, disse o socialista.
Para Serra, a ausência de Dilma “reflete dificuldade de explicar o que pensa. Eu já vi a Dilma dizer que a carga tributária é boa e já vi criticar a carga tributária. E além disso, é a tendência de terceirizar a campanha.” Plínio concordou com Serra: “É isso mesmo. Onde ela vai, a capangada vai atrás.”
Vazamento de dados
O episódio da violação do sigilo fiscal de tucanos e da própria filha de José Serra, a empresária Verônica Serra, também foi tema do debate. Marina Silva voltou a criticar o ministro da Fazenda, para quem isso seria “corriqueiro”. “Se eu for presidente da República eu vou tomar todas as medidas para que esse tipo de desmando não aconteça”, afirmou a candidata verde
Cobrado a apresentar medidas práticas para combater a falta de segurança de dados, Serra foi evasivo. Prometeu “dedicação e seriedade” e afirmou que “o controle da máquina deve ser feito pelo exemplo”. Ele voltou a acusar o PT: “O PT, da candidata Dilma, tem estado por trás desses vazamentos, comprometendo a segurança dos cidadãos.”
Confrontos
O debate teve também momentos de confronto entre os candidatos. Em um desses momentos Plínio questionou Serra por esconder o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, seu correligionário, e mostrar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na TV. O tucano negou esconder FHC e disse ter orgulho de ter integrado seu governo. Quanto a exibir o atual presidente na TV, Serra disse que o citou em um determinado contexto, “não tem nada de mais”. Para Plínio, os dois são farinha do mesmo saco.
Já com Marina, a divergência de Serra foi sobre Saneamento. A candidata verde criticou os investimentos de FHC e Lula na área. Agitado, Serra citou realizações na área de saneamento durante o governo FHC. O tucano ainda acusou Marina verde de usar números errados para embasar suas críticas.
Eliane Catanhede, na Folha de S.Paulo - Ontem, em Uberlândia (MG), Lula fez uma provocação barata aos EUA, comparando a potência a um elefante bobão e o Brasil a um ratinho esperto: "Um elefante é daquele tamanhão, a tromba dele vale uns dez ratos, mas coloca um ratinho perto de um elefante para ver como o bicho tem medo e se borra todo", disse o presidente (ou seria o candidato?) sobre as batalhas que o Itamaraty enfrentou na OMC.
Aqui dentro, porém, a comparação é outra. Se o elefante Estado mete a sua pata onipresente nos milhões de ratinhos chamados de cidadãos, borram-se todos.
Editorial da Folha de S.Paulo - Em vez de tomar medidas contra o descalabro da Receita, presidente vai ao programa de sua candidata para atacar as vítimas
Ganhou fama na internet o vídeo em que o presidente Lula responde com maus modos a um rapaz pobre do Rio de Janeiro, que dizia gostar de jogar tênis. Tratava-se de "esporte da burguesia", declarou o presidente, entre alguns impropérios.
Talvez a seus olhos também pareçam simplesmente coisa "da burguesia" as reações ao episódio gravíssimo da quebra do sigilo fiscal de contribuintes, entre os quais pessoas ligadas ao candidato José Serra.
Não pertencia "à burguesia", entretanto, o caseiro Francenildo dos Santos Costa, que depois de dar declarações contrárias aos interesses do então ministro da Fazenda, Antonio Palocci, teve sua conta bancária devassada pelos chefões do poder petista.
Do garoto da favela a personagens do PSDB não há nada em comum exceto o fato de representarem algum potencial de atrito aos poderosos do momento. E estes põem em prática seu longo aprendizado de arrogância e de abuso, tão logo se julgam ao abrigo dos olhos do público.
...
Mas uma democracia se vê ainda mais atingida quando o Estado se torna aparelho nas mãos de uma camarilha arrogante e impenitente, que o põe a serviço de seus interesses eleitorais, de seu desrespeito com os direitos dos cidadãos, de sua permanente vocação para a chantagem moral e para a intimidação política. Assinante lê a íntegra aqui.
Merval Pereira, O Globo - O ex-ministro e deputado federal cassado José Dirceu, acusado pelo procurador-geral da República de ser o chefe da quadrilha que organizou o mensalão, está se sentindo perseguido durante esta campanha eleitoral. Incomoda-o bastante o pequeno anúncio da campanha do candidato tucano José Serra que alerta o eleitorado para a sua proximidade com a candidata oficial Dilma Rousseff.
Depois dela, vem ele, adverte o comercial. A própria candidata mostra-se incomodada com essa ligação, mas como José Dirceu continua tendo muito influência dentro do PT, e atua nos bastidores da coligação governista com estatura de coordenador da campanha, a candidata evita renegar seu antigo chefe, que, ao passar-lhe o cargo de chefe do Gabinete Civil, atingido pelo escândalo do mensalão, saudou-a como minha companheira em armas. ...
O fato é que José Dirceu continua dando as cartas dentro do PT e atuou explicitamente na formação da coligação que hoje apoia a candidatura de Dilma Rousseff.
Viajou pelo país como enviado do PT e negociou dire t a m e n t e o s d i v e r s o s acordos firmados nos estados, tendo sido parte importante na decisão de o PT abrir mão de concorrer ao governo de Minas para dar a vez a Hélio Costa, do PMDB. Assinante lê a íntegra aqui.
Dora Kramer, O Estado de S. Paulo - Quanto à "coincidência" de na lista constar os nomes da filha de José Serra, do genro, do marido da prima, do ex-caixa de campanha, de um ministro do governo FH e do vice-presidente do partido do candidato da oposição, torna mais grave por força da eleição.
Insuspeito talvez não, mas mais republicano poderia ser considerado o gesto do presidente da República se no lugar de insultos ele dirigisse ao candidato escusas pelos transtornos causados pelo Estado.
Em seguida, anunciasse uma devassa em regra na Receita, mais especificamente na delegacia de Mauá e respectivas ramificações. Leia a íntegra
Editorial de O Globo - Enquanto a Receita claramente retarda a sindicância interna, como deseja o PT, o presidente acusa os atingidos pela criminosa quebra de sigilo de partirem para a baixaria (!?).
O cidadão comum, portanto, tem toda razão em se sentir vulnerável, desprotegido, sem qualquer ajuda do Executivo.
Resta-lhe esperar pela atuação do Ministério Público fortalecido pela Constituição de 1988 com a missão de estar ao lado da sociedade e da Justiça. Assinante lê a íntegra aqui.
José Serra reiterou, durante Encontro em Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência, que a criação do Ministério das Pessoas com Deficiência será um de seus primeiros atos como presidente da República. Serra lembrou que já fez o mesmo em São Paulo, tanto na capital, quando era prefeito, como no estado, quando era governador. Ele assegurou que jamais fará o que fez o atual governo, que não destinou praticamente nenhuma verba para programas que atendam esses cidadãos.
De acordo com dados oficiais, em 2009, só 4% dos recursos destinados à promoção da educação profissional de pessoas com deficiência foram efetivamente pagos pelo governo federal. Neste ano, até agosto, não foi pago nada, nem mesmo às entidades de apoio não governamentais. E mais: até junho deste ano, o programa nacional de acessibilidade gastou apenas 0,27% do montante incluído no orçamento. “Na prática, é nula a prioridade do Governo coordenado pela candidata Dilma para essas pessoas”, constatou. Serra disse que vai “recuperar esse atraso e fazer muito mais”.
De acordo com Serra, São Paulo emprega 134 mil pessoas com deficiência, enquanto o Brasil todo chega a 220 mil. E frisou ainda: “Na nossa gestão em São Paulo, 44 prefeituras criaram órgãos específicos para cuidar das pessoas com necessidades especiais. Todo mundo sabe que nós as apoiamos e eu vou fazer isso no Brasil inteiro”. José Serra também fez questão de reafirmar que vai criar no país a Rede de Hospitais Zilda Arns, para a reabilitação das pessoas com deficiência.
O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, disse nesta quarta-feira, 8, estar indignado com a notícia de que o sigilo fiscal do seu genro, Alexandre Bourgeois, também foi quebrado na agência da Receita Federal em Mauá (SP). "A questão do meu genro deixa mais do que claro que é um trabalho organizado. É um trabalho de quadrilha", disse o candidato, após participar na capital de encontro em defesa das pessoas com deficiência. "A violação do sigilo do meu genro e da sua intimidade é mais um capítulo desse episódio vergonhoso."
Serra mostrou irritação ao falar sobre o caso, uma vez que, na avaliação dele, a vida privada dos seus netos também foi invadida. Anteriormente, na mesma agência da Receita Federal em Mauá, também havia sido violado o sigilo fiscal da sua filha, Verônica Serra, casada com Bourgeois. "Claro que estou muito ofendido, mas esse crime vai além desse episódio e dessa questão pessoal", afirmou. "Esse episódio, na verdade, envolve toda a nossa sociedade e todo o Brasil. O que está sendo quebrado é um preceito constitucional." Estadão.com
O deputado federal e candidato ao Senado em Pernambuco, Raul Jungmann (PPS), vai propor a formação de uma CPI na Câmara para apurar a quebra de sigilos fiscais, pela Receita Federal, de pessoas ligadas ao PSDB.
Jungmann já começou a coletar assinaturas. "O Congresso está disperso agora, por conta do recesso, mas vamos conseguir aprová-la, sem sombra de dúvidas. Vou começar a coleta de assinaturas. Essa é uma questão democrática, a proteção do sigilo dos dados tem base na Constituição", afirmou. Folha Online
Rio - Na disputa pelo seu quarto mandato, o deputado federal Rodrigo Maia (DEM), 40 anos, espera, se reeleito, continuar atuando para a redução de impostos. Adversário político da atual gestão do governo do estado, ele afirma que isso não é empecilho para se ter uma legislação atuante. “É claro que há questões partidárias, mas em todas as reuniões para as quais fui convocado pelo governador Sérgio Cabral, estive presente para a defesa do Rio”.
1 - Por que tentar se reeleger? Porque acredito que tenho realizado um bom trabalho em Brasília, que pode ter continuidade. Em cada um dos meus mandatos , consegui obter posições de destaque no parlamento e contribuir para uma melhor qualidade de vida do morador do Rio.
2 - E qual é a grande meta para o próximo mandato? Tivemos uma questão importante da legislatura, da qual participei, que foi o fim da CPMF. Temos que acabar com a criação de novos tributos. A população não aguenta mais pagar tanto imposto para ter serviços prestados. Acredito que são duas coisas fundamentais: redução permanente de impostos e o Estado exigir apenas onde ele precisa atender bem o cidadão. Além disso, precisamos garantir mais recursos para a saúde. Na área de segurança pública, é necessária a valorização dos policiais e a criação de uma Guarda Nacional.
3 - O que o Rio precisa mudar? Não acredito que se tenha uma única questão a ser resolvida. Na saúde, por exemplo, faltam médicos nas Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs). Mas a base de tudo é a educação infantil, são as crianças. Investir nelas é que vai direcionar um novo futuro. Teremos as Olimpíadas, que vamos batalhar para deixar um legado para a população.
Estadão.com - O sigilo fiscal do empresário Alexandre Bourgeois, genro do candidato à Presidência José Serra (PSDB), também foi violado na Receita Federal. Os dados dele foram vasculhados no dia 16 de outubro do ano passado, oito dias depois da violação dos sigilos de sua mulher, Verônica Serra, do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge, e de mais três tucanos.
As informações do genro de Serra foram acessadas três vezes a partir do computador da servidora Adeildda Ferreira dos Santos. O sigilo fiscal de Alexandre foi violado na agência da Receita em Mauá, mesmo palco dos outros acessos ilegais. Verônica Serra ainda teve sua declaração de renda violada no dia 30 de setembro por meio de uma procuração falsa. Leia a íntegra da matéria